(alerta: este texto é completamente emocional e feito por uma fã com fomo de um dos melhores shows do lollapalooza de 2026)
O Deftones entregou uma das apresentações mais intensas e imersivas de todo o festival. Em um show que equilibrou peso, atmosfera e sensibilidade, a banda transformou o autódromo em um espaço de experiência coletiva, daquelas difíceis de traduzir em palavras, mas impossíveis de ignorar.
A sensação ao longo da apresentação foi de algo quase inacreditável. A banda construiu uma narrativa sonora densa, conduzida por uma identidade que atravessa décadas sem perder relevância. A resposta do público brasileiro acompanhou essa entrega desde o primeiro momento, fazendo valer cada segundo da performance.
A abertura com “Be Quiet and Drive (Far Away)” estabeleceu imediatamente o tom da noite. Sem transição, sem preparo,apenas conexão direta. Na sequência, “My Mind is a Mountain” e “Locked Club” reforçaram a presença das fases mais recentes da banda no repertório. Ainda assim, a recepção permaneceu intensa, evidenciando uma plateia disposta a acompanhar cada camada da construção sonora proposta.
Com “Diamond Eyes”, a apresentação atingiu um de seus primeiros picos coletivos. A faixa foi acompanhada em massa, enquanto “Rocket Skates” trouxe o peso característico da banda, transformando a energia do público em movimento constante.
Ao longo do show, o equilíbrio entre agressividade e atmosfera se manteve como um dos principais destaques. “Sextape” marcou um momento mais sensível, com o público acompanhando de forma quase contemplativa, enquanto “Swerve City” retomou a intensidade sem romper a fluidez da apresentação.
“Rosemary” foi responsável por um dos trechos mais imersivos da noite, criando uma atmosfera hipnótica que se prolongou nas faixas seguintes, como “Ecdysis”, “Infinite Source” e “Cut Hands”. Nesse bloco, a banda aprofundou ainda mais a experiência sensorial do show, apostando em camadas sonoras densas e contínuas.
Clássicos como “Hole in the Earth” e “Change (In the House of Flies)” ampliaram a conexão com o público, que respondeu com um coro consistente, reforçando o impacto emocional dessas faixas ao vivo.
Na reta final, “Genesis” e “Milk of the Madonna” mantiveram a intensidade elevada, preparando o terreno para uma sequência decisiva. “Cherry Waves” trouxe um último momento de respiro antes de “My Own Summer (Shove It)” recolocar o público em um estado de explosão coletiva.
O encerramento com “7 Words” consolidou a apresentação como uma das mais catárticas do festival. Entre rodas, gritos e entrega total da plateia, o desfecho reforçou a força da conexão construída ao longo de todo o show.
Sem recorrer a grandes efeitos visuais, o Deftones apostou naquilo que define sua trajetória: identidade, atmosfera e consistência sonora. O resultado foi uma apresentação que não apenas se destacou no line-up, mas que também reafirmou o impacto da banda ao vivo.
Diante da resposta do público brasileiro, fica evidente que a relação entre banda e plateia segue forte, e que um retorno ao país não seria apenas esperado, mas necessário.
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