Interpol transforma o Lollapalooza Brasil 2026 em uma imersão sólida e nostálgica

Banda nova-iorquina aposta em setlist consistente, atmosfera densa e sucessos de sua carreira para marcar presença no festival.

Créditos: Reprodução/Multishow

Com uma apresentação marcada por atmosfera densa, estética minimalista e uma sonoridade inconfundível, o Interpol levou ao Lollapalooza Brasil 2026 um show que transitou entre a nostalgia e a solidez de sua trajetória. Referência do post-punk revival dos anos 2000, a banda nova-iorquina entregou um espetáculo coeso, sustentado por guitarras marcantes, linhas de baixo hipnóticas e a presença contida de Paul Banks.

A passagem pelo Brasil seguiu com um repertório que percorre diferentes fases da carreira do grupo. Sem grandes interferências visuais, o Interpol apostou em um palco mais sóbrio, com iluminação pontual e foco total na execução musical.

A abertura do show estabeleceu imediatamente o tom da apresentação, com “All the Rage Back Home”, faixa do quinto álbum intitulado El Pintor (2014), recebida com certa curiosidade pelo público. Desde os primeiros acordes, a plateia respondeu em coro, evidenciando a forte conexão da banda com os fãs brasileiros.

Na sequência, “No I in Threesome” manteve a energia em alta, seguida por “C'mere”, um dos sucessos da carreira do grupo e um dos momentos mais aguardados da noite. Ao longo da apresentação, o Interpol construiu uma narrativa sonora marcada pela constância e pela intensidade emocional. Faixas como “Rest My Chemistry” e “Obstacle 1” trouxeram momentos mais introspectivos, reforçando a identidade melancólica da banda.

Mesmo com uma performance mais contida, característica marcante do grupo, a entrega foi precisa. Paul manteve sua postura sóbria no palco, enquanto Daniel Kessler conduziu as guitarras com a precisão que se tornou assinatura do som do Interpol.

Entre os destaques do setlist, “Slow Hands” elevou novamente a energia do público, funcionando como um dos pontos de maior interação da apresentação. Já “Evil” trouxe uma pulsação mais acelerada, contrastando com os momentos mais densos do show.

Coube a “PDA” finalizar a apresentação, em um desfecho que manteve a estética introspectiva até o último acorde. A escolha reforçou a proposta do Interpol de construir um espetáculo baseado na experiência sonora, sem recorrer a excessos.

A passagem da banda pelo Lollapalooza Brasil 2026 reafirma sua relevância dentro do cenário alternativo, mostrando que, mesmo após mais de duas décadas de carreira, o grupo segue entregando apresentações consistentes e fiéis à sua identidade.

Confira o setlist completo:

  • All the Rage Back Home
  • No I in Threesome
  • C'mere
  • Slow Hands
  • Rest My Chemistry
  • Obstacle 1
  • Evil
  • The Rover
  • Narc
  • Roland
  • PDA


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