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Segundo dia do Bangers Open Air 2026 encerra festival com reunião histórica do Angra e shows memoráveis no Memorial da América Latina

Within Temptation, Dirkschneider, Primal Fear, Nevermore e Krisiun também foram destaques de um domingo que celebrou diferentes gerações do heavy metal

Créditos: Leka Suzuki

O Bangers Open Air chegou ao fim neste domingo (26) consolidando sua edição de 2026 como uma das mais ambiciosas desde a criação do festival. Depois de um sábado marcado pelo peso do melodic death metal e grandes nomes da cena internacional, o segundo dia apostou em uma programação diversa, transitando entre o power metal, o metal sinfônico, o hard rock, o thrash e o metal extremo. Ao longo de mais de dez horas de apresentações distribuídas entre quatro palcos, milhares de fãs voltaram ao Memorial da América Latina, em São Paulo, para acompanhar um line-up que teve como grande momento a aguardada reunião do Angra em comemoração aos 25 anos de Rebirth.

A programação começou ao meio-dia e, desde as primeiras apresentações, ficou evidente que o público havia retornado disposto a aproveitar cada minuto do último dia de festival. Enquanto o Project46 abriu os trabalhos com uma performance intensa de metalcore, o Visions of Atlantis levou sua temática inspirada no universo pirata ao Sun Stage, conquistando o público com uma combinação de metal sinfônico e forte presença de palco. Paralelamente, os palcos menores deram espaço para bandas nacionais e internacionais que mantiveram a programação em movimento durante toda a tarde.

Ao longo do dia, nomes como Roy Khan, Crazy Lixx, Malvada, Chaos Synopsis, Paradise in Flames, Trovão e Silver Dust reforçaram a proposta do Bangers Open Air de reunir diferentes vertentes do metal em um mesmo evento, valorizando tanto artistas consagrados quanto bandas em ascensão. O festival voltou a oferecer uma experiência completa para o público, com lojas especializadas, sessões de autógrafos, ativações de marcas, praça de alimentação e espaços temáticos espalhados pelo Memorial da América Latina.

Entre as atrações mais aguardadas da tarde, o Primal Fear mostrou por que segue como uma das principais referências do power metal alemão. Com um repertório repleto de clássicos e forte interação com os fãs, o vocalista Ralf Scheepers conquistou o público ao arriscar algumas palavras em português durante a apresentação, em um show marcado pela potência vocal e pela precisão instrumental.

Outro momento bastante esperado ficou por conta do Nevermore. Reunida novamente para uma série de apresentações especiais, a banda norte-americana fez um dos shows mais comentados do domingo, despertando nostalgia entre os fãs e reafirmando a importância do grupo para a história do metal progressivo e do heavy metal contemporâneo. A apresentação figurou entre as mais elogiadas pelo público presente e movimentou o Ice Stage durante toda a sua duração.

Representando o hard rock, o Winger trouxe um repertório recheado de sucessos da carreira, enquanto Smith/Kotzen apostou em uma apresentação voltada à técnica e ao blues rock, colocando frente a frente dois dos guitarristas mais respeitados da música contemporânea. Pouco depois, o Krisiun elevou novamente a intensidade do festival com sua característica mistura de velocidade, brutalidade e precisão, levando os fãs do death metal a formar rodas e mosh pits diante do Sun Stage.

No início da noite, o Within Temptation assumiu um dos palcos principais e entregou um espetáculo marcado pela combinação entre peso, elementos orquestrais e uma produção visual que acompanhou a atmosfera das músicas. Liderada por Sharon den Adel, a banda holandesa reafirmou sua conexão com o público brasileiro em um show que percorreu diferentes fases da carreira e figurou entre os pontos altos do encerramento do festival.

Enquanto isso, o Dirkschneider levou ao público um verdadeiro tributo à história do Accept. Udo Dirkschneider apresentou um repertório concentrado nos grandes clássicos de sua trajetória, reunindo fãs de diferentes gerações e encerrando sua participação sob forte recepção do público, em mais um momento de celebração da tradição do heavy metal.

O encerramento do Bangers Open Air 2026 ficou reservado para um dos momentos mais aguardados de todo o festival. Em apresentação exclusiva no Brasil, o Angra reuniu no palco integrantes da formação responsável pelo álbum Rebirth (2001), celebrando os 25 anos de um dos discos mais importantes da história do metal nacional. O espetáculo foi dividido em dois atos, revisitando diferentes fases da banda e reunindo Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Aquiles Priester ao lado da formação atual em uma apresentação que emocionou os fãs e transformou o Memorial da América Latina em um grande coro durante clássicos como "Nova Era", "Rebirth" e "Heroes of Sand". A performance foi amplamente apontada como o grande destaque do domingo e um dos momentos mais marcantes de toda a edição de 2026.

Ao fim de dois dias de programação, o Bangers Open Air voltou a demonstrar a força da comunidade headbanger brasileira ao reunir milhares de pessoas em torno de um line-up que contemplou diferentes gerações e estilos do heavy metal. Entre encontros históricos, retornos aguardados e apresentações exclusivas, a edição de 2026 encerrou mais um capítulo da trajetória do festival e deixou altas expectativas para o retorno do evento em 2027, já confirmado para os dias 24 e 25 de abril, novamente no Memorial da América Latina.

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