Ilustração à mão em era de IA: conheça a artista por trás da capa do novo EP de Vitor Kley

 

A capa de O que sobrou das Pequenas Grandes Coisas, novo EP de Vitor Kley, esconde uma história tão cuidadosa quanto a música que ela apresenta. A responsável pelo visual é Amanda Emerim, designer gráfica que trabalha com o cantor há cerca de cinco anos e que, desta vez, foi além do digital, pois trouxe o lápis de cor de volta para o centro da criação.


Créditos: Murilo Amancio

O conceito partiu do diretor de criação Raphael Corrêa, que desenvolveu o briefing junto com Vitor: uma representação surreal de um menino diante de uma porta aberta, olhando para um céu azul com uma nuvem — a última nuvem — em um cenário completamente branco. Quando o projeto chegou até Amanda, o desafio era traduzir essa visão de forma orgânica, unindo o manual ao digital.


"Utilizei a técnica do lápis de cor para ilustrar a porta, buscando manter a própria textura do papel e do pigmento do lápis. Misturando as técnicas, quase como uma colagem, juntei o desenho da porta com a imagem digital do menino", conta a artista. A porta, segundo ela, simboliza a passagem do Vitor para uma nova fase, um encontro entre a "criança interior" do artista e um novo mundo, referência que vem desde o álbum As Pequenas Grandes Coisas.


Créditos: Amanda Emerim / @emerimamanda

Para Amanda Emerim, que também atuou na direção de criação e design do álbum anterior, ver um trabalho feito à mão ganhar espaço tem um significado especial. "Em um momento em que quase tudo que vemos é feito com IA, ter um trabalho feito de forma manual reconhecido é extremamente gratificante", afirma. "O Vitor tem uma sensibilidade que é visível em tudo que ele produz, que carrega alma, sentimento e identidade.


Créditos: Amanda Emerim / @emerimamanda

O que sobrou das Pequenas Grandes Coisas foi lançado na última sexta-feira (24) e marca um novo capítulo na trajetória de Vitor Kley, dono de sucessos como "O Sol" e "Adrenalizou". O projeto reúne cinco faixas inéditas que nasceram durante o processo criativo do álbum As Pequenas Grandes Coisas, lançado em agosto de 2025, são canções que já existiam, mas que precisavam de um espaço próprio para respirar.


Em entrevista, o cantor de 31 anos revelou que o EP também reflete uma fase de maior liberdade criativa e autonomia na carreira. Uma fase que, agora, tem rosto, porta e céu azul. Tudo desenhado à mão por quem acompanha essa história há cinco anos.


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