Na noite de sexta-feira (17), Marina Sena voltou ao palco do Espaço Unimed, em São Paulo, para mais um encontro marcante com o público paulista. A apresentação trouxe novamente à capital a energia da era Coisas Naturais, agora aprofundada em uma estética mais densa e misteriosa, perceptível nos elementos visuais do palco e na maquiagem marcante da artista.
Antes mesmo do início do show, a expectativa do público já era visível. Em coro, fãs começaram a chamar por Marina Sena enquanto aguardavam o início da apresentação. Quando as luzes se apagaram e o palco deu os primeiros sinais de que o show estava prestes a começar, gritos e aplausos surgiram imediatamente da plateia
Logo na primeira música, Marina surpreendeu a todos ao apresentar “Meu Domínio”, faixa inédita que ainda não foi lançada oficialmente. Cantada em primeira mão para os fãs presentes, a canção abriu a noite de forma inesperada e mostrou que o espetáculo ainda guarda novidades mesmo após meses de estrada. Em seguida, o público mergulhou de vez no clima do show com “Numa Ilha” e “Coisas Naturais”, momento em que a artista demonstrou todo o seu carisma e presença de palco, finalizando a música com seu característico molejo que arrancou gritos da plateia.
@asetlist Marina Sena apresentando sua nova música “Meu Domínio” ontem, no Espaço Unimed! 💚
♬ som original - ASetlist
Após as primeiras canções, Marina saudou o público com entusiasmo e agradeceu pela recepção calorosa, reforçando a conexão que sempre demonstra ter com seus fãs. A sequência seguiu com um medley que reuniu “Me Toca”, “Que Tal” e “Pelejei”, mantendo a energia elevada e fazendo o público cantar junto a cada verso.
Em meio ao andamento do show, um momento inesperado chamou a atenção. Marina recebeu no palco a notícia de que seu namorado, Juliano Floss, participante do Big Brother Brasil, havia vencido a prova do líder no reality e se tornado o primeiro finalista da edição. A cantora comemorou, e a plateia respondeu com aplausos e celebração. Logo depois, ao cantar “Combo da Sorte”, Marina revelou que a música foi escrita para ele e falou sobre o significado da canção, refletindo sobre amor, vulnerabilidade e sobre como é especial encontrar alguém que faz a gente perceber que não precisa provar nada para ser amado.
@uwmatheus ela descobrindo que o juliano ta na final do bbb em combo da sorte #marinasena #bbb #julianofloss #fyp ♬ original sound - matheus
A interação com os fãs seguiu sendo um dos pontos altos da noite. Em determinado momento, Marina se aproximou da grade para autografar o vinil de um fã e também recebeu presentes da plateia. Entre eles, um disco do grupo Raízes, ligado à região de Montes Claros, cidade onde a cantora viveu durante parte da juventude. Ao ler o nome da primeira faixa do vinil, “Se eu pudesse voltar para a roça”, a cantora reagiu com entusiasmo e comentou que esse ainda é um de seus grandes sonhos.
A atmosfera do show seguiu se transformando ao longo da noite. Em alguns momentos, a apresentação ganhou um tom mais sensual e performático, especialmente nas músicas marcadas por coreografias intensas e movimentos de dança que evidenciam o estilo corporal da artista no palco. Sob iluminação vermelha e com movimentos fluidos de quadril, Marina conduziu o público por uma sequência de músicas que manteve a plateia completamente envolvida.
Em “Dano Sarrada”, apresentada em uma versão com forte influência do funk, Marina entregou uma coreografia marcada por movimentos intensos que culminaram em uma sequência de dança próxima ao chão, acompanhada pelos aplausos do público.
Durante “SENSEI”, a atmosfera do palco assumiu um caráter quase teatral, com movimentos coreográficos e encenações que destacaram o lado performático da apresentação. A sequência abriu caminho para “Pra Ficar Comigo”, que trouxe um momento mais sensível e introspectivo dentro do show
Entre uma música e outra, Marina também refletiu sobre sua própria trajetória artística. Em tom bem-humorado, comentou sobre como sua personalidade sempre foi considerada “estranha” e sobre como aprendeu a abraçar essa característica ao longo do tempo. Segundo ela, quanto mais se permite ser diferente e fiel a si mesma, mais percebe que o público se conecta com sua arte.
Em outro momento da apresentação, Marina se sentou no palco e contou ao público que a próxima música ela costumava cantá-la em bares no início de sua carreira. A canção em questão é “Canto de Ossanha”, clássico de Vinicius de Moraes e Baden Powell. A cantora comentou que anos depois teve o prazer de revisitar essa referência ao participar de “Mandinga”, faixa em parceria com Anitta que utiliza elementos da composição original, interpretada logo em seguida pela cantora.
Na reta final do espetáculo, a energia voltou a crescer com força. Canções como “Voltei Pra Mim” e “Mágico” foram cantadas em coro pelo público, que acompanhou cada refrão com entusiasmo. O encerramento trouxe um dos momentos mais visuais da noite: antes de iniciar “Carnaval”, Marina realizou uma pequena encenação no palco, pintando os próprios braços de branco e iniciando uma sequência de movimentos que dialogam com a estética visual da era Coisas Naturais. Confetes tomaram conta do espaço enquanto a música, na versão do EP Marinada gravada com Psirico, transformava o ambiente em um verdadeiro carnaval.
Sem deixar a energia cair, a artista fez a transição para “Desmitificar”, chamando o público para pular e cantar junto. Nos instantes finais, o refrão ecoou em coro pela plateia, que acompanhou a cantora com intensidade até o último momento do show.
Entre dança, emoção e intensidade, Marina Sena entregou uma apresentação que reafirma sua identidade artística e a força criativa que marca a era Coisas Naturais. Ao final, a artista agradeceu o carinho da plateia paulista e deixou o palco do Espaço Unimed sob aplausos, encerrando uma noite que refletiu a potência e a liberdade de sua atual fase artística.
0 Comentários