O último dia do C6 Fest 2026 confirmou aquilo que o festival vem construindo desde as primeiras edições: uma experiência menos apressada, mais voltada para descoberta musical e para apresentações que fogem do circuito mais óbvio dos festivais brasileiros. 

Ao mesmo tempo, a edição de 2026 também terminou acompanhada de uma reclamação recorrente entre o público: o volume considerado baixo em alguns dos principais shows do fim de semana.


Mesmo assim, o domingo no Parque Ibirapuera reuniu algumas das apresentações mais comentadas do festival.


O nome mais aguardado do dia era Robert Plant, que voltou ao Brasil acompanhado do Saving Grace e de Suzi Dian. Em vez de apostar apenas nos clássicos do Led Zeppelin, Plant apresentou um show voltado para folk, blues e releituras acústicas, criando uma atmosfera muito mais intimista do que explosiva. Ainda assim, músicas como “Ramble On” e principalmente “Rock and Roll” fizeram a plateia responder imediatamente.


Créditos: Day / @a_meninadasfotos

O encontro entre Os Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi também apareceu entre os momentos mais aguardados da noite. A mistura entre os clássicos dos Paralamas e o peso percussivo da Nação transformou a Arena Heineken em um dos pontos mais movimentados do festival, principalmente quando músicas como “Selvagem”, “A Praieira” e “Manguetown” entraram no repertório.


Créditos: Day / @a_meninadasfotos


Mais cedo, o Magdalena Bay abriu os trabalhos no palco principal trazendo synth-pop, estética digital e um show carregado de teatralidade. Apesar da boa recepção do público, as reclamações sobre a mixagem voltaram a aparecer nas redes sociais, especialmente pela dificuldade em ouvir os vocais em alguns momentos.


Créditos: Day / @a_meninadasfotos

A mesma discussão acompanhou a apresentação do Beirut, que apostou em um show nostálgico e delicado, incluindo uma versão em português de “O Leãozinho”. Ainda assim, muitos fãs comentavam sobre o volume baixo na Arena Heineken, algo que acabou virando um dos assuntos paralelos do festival durante o fim de semana.


Créditos: Day / @a_meninadasfotos

Enquanto isso, a Tenda MetLife seguiu funcionando como um dos espaços mais disputados do evento. Shows de Lykke Li, Oklou, Benjamin Clementine e Samuel de Saboia reuniram um público mais jovem e interessado justamente na proposta mais intimista que o C6 Fest tenta construir.


Créditos: Day / @a_meninadasfotos

No fim, entre elogios ao line-up e críticas técnicas, a quarta edição do festival terminou reforçando sua identidade própria dentro do calendário brasileiro: menos focada em grandes explosões visuais e mais interessada em criar experiências musicais densas, cuidadosas e, muitas vezes, contemplativas.