Indie, brasilidade e grandes reencontros marcam a primeira noite do C6 Fest 2026

C6 Fest 2026 teve cara de festival daqueles que o público lembra por muito tempo. Nem a chuva insistente que caiu sobre o Parque Ibirapuera durante boa parte da noite diminuiu a entrega de quem estava ali. Pelo contrário: o temporal acabou virando parte da experiência em uma programação que reuniu indie, música brasileira, experimentação e apresentações carregadas de emoção.

Créditos: Day / @a_meninadasfotos

Quem chegou cedo encontrou um clima quase cinematográfico tomando conta do festival. Entre capas de chuva, lama e filas improvisadas, o público se espalhava entre os palcos tentando não perder nenhum detalhe de uma das noites mais aguardadas do evento.


Amaarae foi responsável por um dos shows mais hipnóticos do dia. Misturando pop alternativo, R&B e presença de palco intensa, a artista segurou a atenção até de quem tentava se proteger da chuva. O cenário escuro e molhado do Ibirapuera acabou funcionando perfeitamente para a atmosfera do show.


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Mais tarde, a apresentação do Wolf Alice transformou a Tenda MetLife em um dos pontos mais disputados do festival. O grupo britânico entregou um show explosivo, alternando peso, melancolia e momentos quase caóticos diante de um público que cantava tudo em coro. Ellie Rowsell comandava o palco com naturalidade enquanto a reação da plateia deixava evidente o tamanho da conexão da banda com os fãs brasileiros.


Créditos: Day / @a_meninadasfotos

O BaianaSystem mudou completamente a dinâmica da noite logo na sequência. Se até então o clima era mais contemplativo, bastaram poucos minutos para o festival virar um grande movimento coletivo. Rodas abriram no meio da pista, gente dançando na chuva e uma energia difícil de descrever tomaram conta do espaço.


Créditos: Day / @a_meninadasfotos

Fechando a programação, o retorno do The xx ao Brasil trouxe um dos momentos mais aguardados do festival. A banda subiu ao palco cercada por expectativa depois de anos longe do país, e o público respondeu desde os primeiros acordes de “Crystalised”. O show seguiu entre silêncios, explosões sutis e uma atmosfera melancólica que parecia combinar perfeitamente com a madrugada fria em São Paulo.


Quando “Intro” encerrou a apresentação, ficou a sensação de que o C6 Fest conseguiu transformar uma noite de chuva em algo muito maior do que apenas uma sequência de shows. Foi aquele tipo de festival em que o caos climático vira detalhe diante da experiência que acontece no palco e principalmente fora dele, no meio da multidão.

  



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