Quando o assunto é transformar refrões em fenômenos internacionais, poucos nomes da música pop das últimas duas décadas têm uma trajetória comparável à do Maroon 5. Liderado por Adam Levine, o grupo norte-americano chega ao Rock in Rio 2026 carregando um repertório que atravessou mudanças de tendências, plataformas e hábitos de consumo musical.
A banda será uma das atrações do Palco Mundo no dia 12 de setembro. Segundo o Rock in Rio, o Maroon 5 acumula três Grammys, mais de 100 milhões de álbuns vendidos e cerca de 750 milhões de singles comercializados.
A história começou em Los Angeles, no início dos anos 2000, mas ganhou projeção mundial com Songs About Jane, lançado em 2002. O disco combinava elementos de pop rock, funk, soul e R&B e apresentou ao público músicas que rapidamente passaram a ocupar as principais paradas internacionais.
Entre elas estava “This Love”, uma das faixas responsáveis por estabelecer a banda mundialmente. Pouco depois, “She Will Be Loved” ampliaria esse alcance ao apresentar uma faceta mais melódica do grupo.
O Maroon 5, entretanto, não permaneceu restrito ao rock de rádio que marcou sua estreia. A partir da segunda metade dos anos 2000, a banda passou a incorporar progressivamente elementos eletrônicos e da música pop contemporânea. Essa mudança se tornou particularmente evidente em sucessos como “Moves Like Jagger”, colaboração com Christina Aguilera lançada em 2011, e posteriormente em “Sugar”, de 2014.
A capacidade de acompanhar transformações da indústria foi fundamental para manter o grupo relevante em diferentes períodos. Em vez de depender exclusivamente da fórmula que havia funcionado no início da carreira, o Maroon 5 passou a dialogar com produtores, compositores e artistas de diferentes segmentos.
Essa característica também explica a presença da banda em grandes festivais internacionais. O repertório funciona como uma espécie de ponte entre públicos que conheceram o grupo em momentos diferentes. Para quem acompanhou a primeira fase, há espaço para os clássicos de Songs About Jane. Para uma geração mais jovem, músicas lançadas posteriormente continuam ocupando playlists e plataformas digitais.
No Rock in Rio, essa diversidade deverá aparecer em um repertório essencialmente construído para a participação coletiva. A própria organização do festival destaca a presença de hits capazes de reunir casais, amigos e famílias e transformar o show em um grande momento de canto coletivo.
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