O disco de estreia de Martin já está entre nós e confirma tudo o que o artista vinha anunciando ao longo de seus primeiros singles. Aos 22 anos, o músico, cantor e compositor paulistano apresenta um trabalho que abraça a dança, a melancolia, o amor leve e a vontade de explorar novas camadas da própria identidade.
“Eu sempre quis fazer uma música dançante que transpirasse essa emoção de só estar tranquilo dançando”, contou sobre “Pela Manhã”, um dos carros-chefe do álbum. A faixa nasceu de forma solitária, mas foi concluída em parceria com o amigo Joaquim, com quem ele já divide bandas há anos. “Eu travei na composição… aí encontrei o Joaquim, mostrei a música e falei: ‘tô precisando de ajuda’. Ele me ajudou, foi um encontro muito natural.”
O disco passeia entre influências do fim dos anos 70 e 80 — como Tim Maia e Marcos Valle —, e referências contemporâneas que ajudaram Martin a construir uma sonoridade atual. “Quis trazer essas músicas que eu ouço desde sempre para uma roupagem de hoje, mas tentando ser o mais autêntico possível”, explica.
Os arranjos, cheios de camadas e detalhes, foram um dos pontos altos do processo criativo. “A cada elemento novo, eu ficava mais animado. Tudo mudava a música de uma maneira muito grande”, lembra. Os metais, gravados à distância por Alden Souza, surpreenderam o artista: “Eu só ouvi quando ele mandou as gravações. Quase mudou a música inteira. Foi muito marcante.” Outro destaque é o baixo de Francisco Nogueira — parceiro de longa data — que surgiu praticamente na hora: “A gente criou ali, juntos. Virou outra coisa.”
Apesar de ter passado a vida inteira em bandas e começado na música como baterista, Martin se encontrou na autonomia do projeto solo. “É uma fase nova. Agora eu consigo tocar o violão e o piano do jeito que eu quero, dirigir as músicas, fazer sozinho. Isso é muito novo, mas muito bom.”
O disco traz exatamente essa mistura de momentos: do groove contagiante de “Te Quero Assim” a faixas mais íntimas, conduzidas apenas por violão e voz. “Quero me conectar com pessoas que gostam de dançar, mas também com quem busca algo mais pessoal. Todas as músicas têm esse lado íntimo, mesmo as mais animadas.”
A estreia abre caminho para o que Martin mais deseja agora: tocar. “Meu grande objetivo é fazer um show de lançamento bem legal. Esse disco foi feito para ser ouvido tanto com banda quanto voz e violão. Estou animado para tocar, conhecer outros artistas e trocar música. É isso que eu quero para o futuro.”
Com um álbum que equilibra leveza, groove, profundidade e um sentimento sincero de descoberta, Martin dá um passo firme e luminoso em sua nova fase, deixando claro que esse é apenas o começo.
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