Pequeno Cidadão celebra 17 anos como referência na música infantil com nova fase e planos inéditos

 

Com 17 anos de história, o Pequeno Cidadão segue como um dos projetos mais queridos e inovadores da música infantil brasileira. Criado em São Paulo a partir da amizade entre músicos e pais, o grupo nasceu do encontro entre Edgard Scandurra (Ira!), Taciana Barros (Gang 90 & Absurdettes), Antonio Pinto e Arnaldo Antunes, que se uniram para celebrar a infância, as relações familiares e o poder transformador da arte. Desde então, a banda se tornou referência no país, acumulando milhões de ouvintes, turnês por diversas cidades e um universo criativo que vai muito além da música.

Ao olhar para essa trajetória, os integrantes reconhecem que o projeto cresceu muito mais do que imaginavam. “O Pequeno Cidadão nasceu do amor e da amizade. Nunca imaginamos o tamanho que tomaria”, contam. Essa essência afetiva permanece como motor da evolução artística — inclusive porque a banda cresceu junto com seus filhos. Hoje, a história dá mais um giro emocionante: Luzia, que tinha 6 anos quando as primeiras músicas começaram a surgir, agora é produtora musical do grupo.

A mistura entre música, arte e educação, pilar central da proposta, continua guiando a criação das canções, dos shows e dos conteúdos. Muitas letras nasceram em momentos cotidianos, como “Meu Anjinho”, cantada inicialmente para fazer uma criança dormir antes de virar trilha sonora de novelas. “Cantamos coisas engraçadas que ensinam naturalmente”, explicam.

Outro destaque é a pluralidade de artistas envolvidos, que trazem camadas diferentes de referências e experiências. Nomes como Lúcio Maia (Nação Zumbi) aparecem em shows especiais, sempre com total liberdade para improvisar. “A energia do rock tem tudo a ver com a criança. É explosiva, é divertida e é a nossa praia”, afirmam.

O fenômeno de “O Sol e a Lua”

Um dos maiores marcos da banda é o sucesso gigantesco da música “O Sol e a Lua”, que acumula 64 milhões de streams no Spotify, mais de 100 milhões de views no YouTube e 160 milhões no TikTok. Para eles, o impacto da canção ainda é um mistério delicioso.

“Escrevi pensando no Bob Dylan, numa letra longa que conta uma história. Talvez ele tenha abençoado sem saber”, brincam. Para a banda, o sucesso pode estar na mistura de elementos lúdicos, curiosos e afetivos que se conectam tanto com crianças quanto com adultos.

Um universo que vai além dos palcos

O Pequeno Cidadão também construiu um ecossistema criativo que envolve três discos de estúdio, um álbum de karaokê, um DVD de animações, quatro livros — incluindo um em parceria com Marcelo Rubens Paiva — e oficinas realizadas por Taciana Barros. As atividades já alcançaram mais de 20 cidades e dezenas de bibliotecas de São Paulo, fortalecendo a presença do projeto no campo educativo.

As oficinas, segundo eles, são uma das experiências mais transformadoras:

“Existe uma carência absurda de arte nas escolas. Ver crianças criando poemas, cantando, descobrindo que podem ser poetas, é uma alegria imensa.”

Momentos marcantes e próximos passos

Ao longo dos anos, o grupo acumulou premiações, turnês e vivências inesquecíveis, muitas delas envolvendo os próprios filhos no processo criativo e nos bastidores dos shows. “Somos famílias no palco interagindo com famílias na plateia. A conexão é enorme.”

Para 2025 e 2026, a agenda continua cheia: Fortaleza, São José dos Campos, Guarulhos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cidades já estão no radar. Novas músicas também vêm aí: a recente “Avô, Avó” abriu caminho para futuros lançamentos, além de um novo livro e um musical que está em desenvolvimento.

“O show não para”, resumem.

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