Arch Enemy, In Flames, Black Label Society, Killswitch Engage e Jinjer comandaram um sábado marcado por apresentações intensas, diversidade de estilos e milhares de fãs no Memorial da América Latina
Créditos: Marcos Hermes/Sonoridade Underground
O Bangers Open Air abriu oficialmente sua edição de 2026 neste sábado (25), transformando o Memorial da América Latina, em São Paulo, no ponto de encontro de milhares de headbangers de diferentes gerações. Em seu primeiro dia, o festival entregou mais de dez horas ininterruptas de música distribuídas entre quatro palcos, reunindo desde nomes históricos do heavy metal até representantes da nova geração do gênero em uma programação que reforçou a diversidade musical como uma das principais características do evento.
Mesmo antes da abertura dos portões, o clima já era de expectativa. Filas se formaram nas primeiras horas da manhã e evidenciaram a força do festival, que voltou ao formato de dois dias e recebeu público de diferentes estados brasileiros e também de países vizinhos. Apesar de um atraso na entrada dos espectadores, a movimentação rapidamente tomou conta de toda a estrutura do Memorial, que mais uma vez recebeu praça de alimentação, estandes, ativações de marcas, áreas de descanso e merchandising oficial.
As primeiras notas do dia ficaram por conta do Korzus e do Lucifer, responsáveis por inaugurar simultaneamente os palcos Ice Stage e Sun Stage. Enquanto os brasileiros apresentaram sua nova formação e um repertório repleto de clássicos do thrash metal nacional, a banda liderada por Johanna Platow apostou na atmosfera setentista e no occult rock para dar início à programação internacional.
Ao longo da tarde, o festival ganhou intensidade com apresentações de Evergrey, Feuerschwanz, Violator, Onslaught, Hangar, Tankard, Seven Spires, Marenna, Crypta e da Engineered Society Project, representando diferentes vertentes do metal e mantendo os quatro palcos em constante atividade. A proposta de reunir estilos distintos, do power ao death metal, passando pelo thrash, heavy tradicional e metal sinfônico, voltou a ser um dos diferenciais do Bangers Open Air, permitindo ao público montar sua própria experiência ao longo do dia.
Uma das mudanças mais comentadas da programação aconteceu poucas horas antes do festival. Após o cancelamento da participação do Fear Factory por questões de saúde, o Torture Squad foi confirmado como substituto e apresentou um show especial celebrando seus 33 anos de carreira. A apresentação reuniu diferentes fases da banda e foi recebida com entusiasmo pelos fãs presentes no Sun Stage.
No fim da tarde, o clima mudou completamente quando o Jinjer assumiu um dos palcos principais. Liderado por Tatiana Shmayluk, o grupo ucraniano protagonizou uma das apresentações mais aguardadas do sábado, levando o público a formar rodas, promover constantes mosh pits e responder em coro às músicas da banda, em um dos momentos de maior participação coletiva do primeiro dia.
Na sequência, o Killswitch Engage elevou ainda mais a intensidade do festival. Referência do metalcore mundial, a banda norte-americana entregou uma apresentação marcada por riffs pesados, refrões cantados em uníssono e grande interação com o público brasileiro, reafirmando a forte conexão construída ao longo de suas passagens pelo país. Entre os fãs, o show figurou rapidamente entre os mais elogiados do dia.
Representando o heavy metal clássico, Zakk Wylde e o Black Label Society assumiram o palco na sequência com um repertório recheado de peso e longos solos de guitarra, mantendo a tradição da banda de unir virtuosismo e sonoridade marcante. Mesmo diante da concorrência entre os palcos, o grupo atraiu uma grande plateia e preparou o terreno para a reta final da programação.
Quando a noite caiu sobre o Memorial da América Latina, dois dos principais nomes do melodic death metal assumiram o protagonismo. O In Flames apresentou um repertório que percorreu diferentes fases da carreira, equilibrando composições mais recentes com clássicos que ajudaram a consolidar o estilo sueco ao redor do mundo. Pouco depois, coube ao Arch Enemy encerrar o primeiro dia do festival com uma performance intensa, marcada pelo peso característico da banda, precisão técnica e forte resposta do público, que permaneceu em frente ao palco principal até os últimos acordes.
Além da música, o primeiro dia reforçou a consolidação do Bangers Open Air como um dos principais festivais dedicados ao heavy metal na América Latina. A variedade do line-up, a presença de artistas nacionais dividindo espaço com atrações internacionais e a atmosfera criada pelos fãs fizeram do sábado uma celebração da cultura headbanger, antecipando um segundo dia igualmente aguardado, que ainda reserva apresentações de Angra, Within Temptation, Smith/Kotzen, Winger, Primal Fear e Nevermore.
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