No Palco Sunset, cantora transformou a estreia no festival em uma celebração de sua trajetória, marcada por emoção, guitarras, orquestra e o encontro com Joyce Alane
Talvez a Carol que tocava violão sozinha no quarto nunca tenha imaginado exatamente como seria chegar até aqui. Mas, neste domingo (13), no último dia de Rock in Rio, ela descobriu. Diante de um Palco Sunset cheio de público, Carol Biazin abriu a programação do espaço transformando um sonho em realidade.
A cantora começou o show com “Assumo os Riscos”, acompanhada por sua banda e backing vocals, e rapidamente estabeleceu a energia que conduziria a apresentação. “Dilemas da Vida Moderna” veio na sequência, seguida por “Low Profile”, em que Carol aproveitou a estrutura do palco para construir uma performance bastante visual, interagindo com as câmeras, o telão e até se deitando no chão durante a música.
Carol encontrou no palco do Rock in Rio espaço para mostrar diferentes lados de sua identidade artística. A performance transitou entre o pop, momentos mais íntimos, guitarras e uma construção visual que acompanhava cada movimento da cantora.
Em “Sou do Mundo”, essa relação entre passado e presente ganhou um significado especial. Carol contou ao público que tem acreditado cada vez mais em palavras de afirmação e relembrou a menina que tocava violão em seu quarto enquanto imaginava que um dia estaria no Rock in Rio.
A fala encontrou eco no restante da apresentação. A trajetória de Carol foi construída justamente a partir dessa combinação entre composição, interpretação e uma identidade artística que vem se tornando cada vez mais própria.
SERÁ QUE O ROCK IN RIO SABE SAIR DO CHÃO???#CarolBiazinNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/p1CgnZ15Ex
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“Amor Traumatizado” trouxe um dos primeiros grandes momentos de conexão com o público. O refrão foi cantado em coro, enquanto Luigi encerrou a faixa na bateria com toda a energia. Já “Um Amor Calmo” ganhou uma construção especialmente voltada para o audiovisual, com imagens captadas em tempo real, cenas do clipe no telão e Carol explorando as câmeras como parte da própria performance.
Joyce Alane amplia o encontro entre duas compositoras
A proposta de encontro que marca o Palco Sunset ganhou um significado especial quando Joyce Alane entrou em cena.
Carol recebeu a cantora e compositora pernambucana para uma apresentação de “O Elefante da Sala”, música de Joyce com Nairo. As duas dividiram o palco em uma performance marcada pelo sentimento e pela sintonia.
é issoooooUUU ✨ os vocais impecáveis das divas juro#CarolBiazinNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/i341a3e4o4
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Depois da apresentação, Carol fez uma pausa para falar sobre Joyce e destacou a admiração pela artista e amiga, ressaltando o prazer de poder cantar ao lado dela naquele momento tão importante.
Joyce vem construindo seu espaço na nova MPB a partir de uma identidade muito ligada à composição e à sua interpretação. E essa é justamente uma das conexões mais fortes entre as duas artistas: ambas são compositoras e encontram na escrita uma parte importante de suas trajetórias.
A sintonia ficou ainda mais evidente em “Tudo Com Você”, faixa de “Assumo os Riscos” que conta com participação de Joyce. As duas dividiram os vocais em uma apresentação que mostrou a conexão artística construída entre elas
vitória das sáficas!!! carol e joyce cantando tudo com você 🥹#CarolBiazinNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/3lUGwhH8Hi
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Depois, Joyce permaneceu sozinha no palco para apresentar “Idiota Raiz (Deixa Ir)”, levando sua potência vocal e carisma para o Sunset.
Na saída, uma ligação telefônica serviu como transição para “Ligações de Alma”, de Carol. Joyce atendeu ao telefone e começou a cantar o refrão enquanto caminhava em direção aos bastidores, acompanhada pelas câmeras.
O recurso abriu espaço para a volta de Carol, que apareceu novamente no palco usando um sobretudo preto e acompanhada por uma mini orquestra.
Da orquestra às guitarras
“Ligações de Alma” ganhou uma nova leitura com a presença da orquestra, que também acompanhou Carol em “Amar É Só” e “O Que Sobrou do Amor”.
Foi justamente durante essa parte do show que a chuva começou a cair sobre a Cidade do Rock. O público, no entanto, permaneceu diante do Sunset e transformou “O Que Sobrou do Amor” em um grande coro. Carol agradeceu pela presença e falou sobre o quanto aquele momento era especial.
A orquestra continuou presente em “Códigos”, que ganhou uma performance marcada pela interação da cantora com o público. Na sequência, “Bagunça” manteve a formação e a atmosfera construída durante esse momento mais grandioso da apresentação.
Depois, Carol mudou novamente a dinâmica do espetáculo. Tirou o sobretudo, pegou a guitarra e iniciou “tr*nsANte”. Ao lado da guitarrista de sua banda, protagonizou um solo que colocou os instrumentos no centro da apresentação.
gente, por que esse vídeo tem 8 horas?????#CarolBiazinNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/3ukroPwBQZ
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“Real Valor” manteve essa força e abriu caminho para “BH”, em que Carol voltou a explorar as câmeras e o telão.
cadê as divas de belo horizonte????#CarolBiazinNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/gj7EzDOJzo
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A reta final trouxe “Morrer de Viver”. Carol correu pelo palco, interagiu com a câmera e chegou a descer para cantar próxima ao público, que respondeu aos gritos. A apresentação caminhava para o fim, mas ainda havia espaço para retomar o tema que havia atravessado o show desde o início: a coragem de seguir os próprios sonhos.
Carol falou sobre o medo e sobre não permitir que ele a impedisse de avançar. Em seguida, começou “Te Amo Sem Culpa”, cantada pelo público aos pulos junto com a artista.
Emocionada, Carol agradeceu e encerrou a apresentação, reunindo sua equipe no palco para o último momento do show.
Um novo capítulo
A estreia de Carol Biazin no Rock in Rio acontece em um momento importante de sua trajetória. A artista que começou compondo e tocando violão no quarto chegou ao Palco Sunset com um repertório que evidencia o caminho percorrido até aqui e uma identidade que já não precisa ser apresentada como promessa.
O show também reforçou a importância da composição dentro de sua carreira e encontrou em Joyce Alane uma parceira que compartilha dessa mesma relação com a música. O encontro entre as duas foi um dos pontos que ajudaram a traduzir a proposta do Sunset como espaço de conexões.
Ao longo da apresentação, Carol alternou vulnerabilidade e potência, momentos de proximidade com o público e performances grandiosas. Entre chuva, guitarras, orquestra, telões e muitos refrões cantados em conjunto, a cantora transformou sua estreia no festival em um retrato do momento que vive.
a carol muito pitica emocionada gente 🥹🤏#CarolBiazinNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/PU3vXzoNCI
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A menina que um dia imaginou estar no Rock in Rio agora estava no palco. E, desta vez, não precisava mais imaginar.



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