Em estreia no país, septeto japonês abriu o primeiro dia dedicado ao K-pop na história do festival e apresentou ao público carioca a identidade de uma nova geração do gênero
O Rock in Rio abriu espaço para uma nova geração do K-pop nesta sexta-feira (11), e coube ao NEXZ dar o primeiro passo. Às 16h40, o septeto subiu ao Palco Mundo para fazer sua estreia no Brasil, em uma apresentação que também ganhou um significado maior dentro da história do festival: pela primeira vez, o Rock in Rio dedicou um dia inteiro de sua programação ao gênero sul-coreano. Formado por Tomoya, Yu, Haru, So Geon, Seita, Hyui e Yuki, o grupo chegou ao Rio em um momento importante de expansão internacional e diante de um público que ainda começava a descobrir sua trajetória.
Criado pela JYP Entertainment em parceria com a Sony Music Japan a partir do reality Nizi Project Season 2, o NEXZ tem uma particularidade importante dentro do universo do K-pop: embora esteja inserido na indústria sul-coreana e tenha estreado oficialmente na Coreia, o grupo é formado por integrantes japoneses e também construiu sua carreira no mercado do Japão. Desde o debut, em 2024, a formação vem ampliando seu repertório entre pop, hip-hop, elementos eletrônicos e uma performance fortemente baseada em coreografias. A primeira turnê de showcases pelo Japão reuniu cerca de 40 mil pessoas, enquanto 2026 marca uma nova etapa com apresentações em arenas e a expansão para a América Latina.
A escolha do repertório para o Rock in Rio ajudou a apresentar justamente essa fase de crescimento. A passagem brasileira veio logo depois da apresentação realizada em Bogotá, na Colômbia, em 9 de setembro, que serviu como ponto de partida para a etapa latino-americana. O repertório trabalhado na região reuniu “Beat-Boxer”, “O-RLY?”, “Simmer”, “HARD”, “I'm Him”, “Want More? One More!”, “Next Zeneration”, “LOCO”, “APPETITE”, “Mmchk” e “SAUCIN'”, concentrando faixas capazes de evidenciar diferentes lados do grupo sem depender exclusivamente de um único hit.
Há uma razão para “SAUCIN'” ocupar um espaço tão importante nesse momento. Lançado em 24 de agosto, poucas semanas antes do Rock in Rio, o miniálbum representa uma espécie de declaração de identidade para o NEXZ. O próprio conceito do título parte da ideia de sauce, expressão associada a estilo e confiança, somada ao sentido progressivo de “-ing”. O material chega justamente quando o grupo começa a ampliar sua presença para além dos mercados em que já havia construído sua primeira base.
saucin' é hit no rock in rio AVISA#NEXZNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/nTYQmbL0XB
— Multishow (@multishow) September 11, 2026
No Rock in Rio, essa expansão ganhou um palco proporcional ao momento. O NEXZ não chegou ao festival com a responsabilidade de carregar sozinho a representação de uma geração já consolidada do K-pop. Pelo contrário, abriu a programação do Palco Mundo em uma posição quase simbólica: apresentar um nome ainda em construção para uma audiência gigantesca e, ao mesmo tempo, participar da mudança de escala de um gênero que durante anos esteve associado a espaços específicos dentro da cultura pop brasileira. A própria organização do festival permitiu, pela primeira vez, a entrada de lightsticks, um dos símbolos mais reconhecíveis da experiência dos fãs de K-pop.
Esse contexto faz da apresentação algo maior do que uma simples estreia internacional. Para um grupo com pouco mais de dois anos de carreira, tocar no Palco Mundo do Rock in Rio ao lado de Hwasa e Stray Kids representa um salto considerável. O NEXZ teve a oportunidade de começar a construir sua relação com o público brasileiro. O primeiro encontro aconteceu em um festival que, justamente nesta edição, decidiu reconhecer oficialmente a força que o K-pop conquistou no país.


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