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Venere Vai Venus transforma ascensão meteórica em presença de palco no Rock in Rio



Banda paulistana estreou no festival com um show que colocou peso, estética e personalidade no centro da apresentação e confirmou o momento de crescimento acelerado vivido pelo grupo.

Créditos: @thetownfestival

O palco Supernova recebeu Venere Vai Venus durante o primeiro dia do Rock in Rio 2026! A apresentação, marcada para as 18h, integrou uma programação que reúne nomes em diferentes momentos de suas trajetórias e funciona como uma das principais vitrines para artistas que estão construindo espaço na cena contemporânea.

Quando uma banda formada há apenas quatro anos chega ao Rock in Rio já carregando mais de 1 milhão de ouvintes mensais, existe uma contradição interessante no ponto de partida. Ao mesmo tempo em que Venere Vai Venus ainda é um nome relativamente recente no circuito nacional, números como esses fazem com que sua presença no festival deixe de ser apenas uma aposta e passe a funcionar como consequência de uma trajetória que avançou em velocidade incomum.

Foi nesse momento que o quarteto paulistano chegou ao Palco Supernova na sexta-feira (4). Formada por Lua Dultra nos vocais, Ávila na guitarra, Takashi ou Rey Sky no baixo e Caio Luigi na bateria, a banda levou ao Rock in Rio a combinação de rock alternativo, peso, elementos contemporâneos e uma identidade visual que já se tornou parte importante de sua música.

O Supernova é, por natureza, um espaço de descoberta. E a Venere Vai Venus chegou ao palco com uma vantagem importante: embora ainda esteja construindo sua história, já possui músicas que ultrapassaram o circuito de quem acompanha exclusivamente a cena independente. “Anjos” e “Circo”, impulsionadas também pelas redes sociais, ajudaram a colocar o grupo diante de uma audiência muito maior do que aquela que acompanhava seus primeiros shows.

Uma banda que não separa música e estética

Desde o início, Venere Vai Venus trabalha com a ideia de que a apresentação não termina quando começa a música. A identidade visual, os figurinos, a iluminação e a própria postura dos integrantes fazem parte da experiência.

No Supernova, essa característica ganhou uma dimensão maior. O festival descreve a banda como um grupo de estética marcante e performances carregadas de personalidade, destacando justamente a combinação entre guitarras, beats e energia. Não se trata apenas de uma escolha visual colocada sobre as canções: a estética ajuda a criar uma atmosfera própria para uma banda cuja sonoridade também transita entre diferentes referências.

Esse é um dos pontos que ajudam a diferenciar o grupo dentro de uma programação tão extensa. Venere Vai Venus não chega ao palco tentando reproduzir uma imagem clássica de banda de rock. Há uma preocupação evidente em construir um universo próprio, capaz de conversar tanto com quem vem da música pesada quanto com um público que descobriu a banda pelas plataformas digitais. É uma combinação que faz sentido para o momento atual do rock brasileiro.

O peso sem abrir mão da melodia

A música da banda também trabalha nesse território híbrido. Existe peso nas guitarras e na bateria, mas ele não elimina os elementos melódicos que ajudaram faixas como “Anjos” a alcançar um público maior. A proposta não é fazer da intensidade um fim em si mesma. O peso serve à composição, enquanto os momentos mais melódicos criam espaço para que as músicas respirem.

Essa alternância é importante porque impede que a apresentação fique presa a uma única dinâmica. Há momentos de impacto direto e outros em que a banda trabalha mais a atmosfera. É justamente essa variação que aproxima o Venere Vai Venus de uma geração de artistas que não parece enxergar contradição entre rock alternativo, elementos eletrônicos, música pop e referências mais pesadas.

“Anjos” e o encontro entre internet e festival

Há um significado particular em apresentar “Anjos” no Rock in Rio. A música é uma das responsáveis pelo crescimento acelerado da banda e ganhou um videoclipe inspirado em Asas do Desejo, de Wim Wenders. Ao lado de “Circo”, tornou-se uma das faixas mais reconhecidas do grupo nas plataformas digitais, ajudando a levar a Venere Vai Venus para além dos limites da cena em que começou.

Esse percurso é importante para entender a apresentação. A banda não chegou ao Supernova simplesmente porque alguém decidiu apostar em um grupo novo. Chegou depois de um processo em que as redes sociais, os lançamentos e os shows passaram a alimentar uns aos outros.

É uma trajetória cada vez mais comum entre artistas contemporâneos, mas ainda especialmente significativa no rock, um gênero que durante muito tempo dependeu de estruturas mais tradicionais para construir alcance.

Créditos: @filtrbrasil


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