Contagem regressiva para o Lollapalooza Brasil: o que deve dominar as setlists do festival?


Faltando apenas 1 mês para um dos maiores festivais do mundo, Lollapalooza Brasil retorna com uma line intensa e com headliners de peso, o que devemos esperar?


Lollapalooza Brasil retorna com um line-up eufórico: entre indicados e vencedores do Grammy Awards 2026, além de artistas que voltam à América do Sul agora como protagonistas — e não mais como atos de abertura de grandes bandas. O palco de um dos maiores festivais do mundo será tomado por nomes grandiosos. Diante disso, o que podemos esperar desta edição?

Tyler, the Creator, equilibrando-se em duas eras: CHROMAKOPIA e DON'T TAP THE GLASS
Ganhador do Grammy de Melhor Capa de Álbum por CHROMAKOPIA, Tyler Okonma fez uma apresentação de tirar o fôlego no Grammy deste ano. Após encerrar o ciclo de seus alter-egos, assim como fez em SORRY NOT SORRY, o artista deve retornar aos palcos do Lolla com um mix de eras ou com uma continuação?


Com o sucesso de seus álbuns é até difícil escolher um repertório sem que o show ultrapasse 3 horas de duração - ou até mais - mas Tyler não decepciona, porém aposta em uma setlist curta, com cerca de 17 a 20 músicas, algo mais conservador, com hits da era IGOR como EARFQUAKE e NEW MAGIC WAND, além da grandiosa See You Again do álbum Flower Boy.

Equilibrando-se entre CHROMAKOPIA e DON’T TAP THE GLASS, o artista aposta em músicas como St. Chroma, Noid, Rah Tah Tah, Darling I, Sticky e a favorita Like Him. Aliás, será que teremos uma participação de Doachii nesse repertório?

Já para DON’T TAP THE GLASS, Sugar On My Tongue é a maior aposta do artista, o hit que consagrou a nova era de Tyler é um sucesso global e ganhou um remix um tanto quanto provocativo que esperamos muito ver ao vivo. Outras canções que esperamos na setlist são, claro, Big Poe, Ring Ring Ring, Sucka Free e Stop Playing With Me.

Mas, sejamos sinceros: no fundo, o que muitos querem mesmo é ver Tyler, the Creator finalmente dominar o palco após aquele cancelamento tão frustrante da edição anterior.

ANSIEDADE? TEREMOS! E DOACHII TAMBÉM. 

Vencedora do Grammy Awards na categoria de Melhor Videoclipe por Anxiety, Doechii garantiu show inédito para o Lollapalooza Brasil, além de prometer não cancelar a performance. 

A rapper que sobe ao palco de um dos maiores festivais do mundo no dia 20 de março, assim como Tyler, the Creator, já chegou a cancelar o espetáculo no Lolla anteriormente - e pediu desculpas por isso através do X (ex- Twitter). 

Até o momento, a setlist de Doechii se baseia na turnê do disco Alligator Bites Never Heal (2024), projeto este que levou a artista à outro patamar musical e a consagrou como um dos maiores nomes do rap feminino. 

Desde o lançamento do álbum, Dochii não descansou, com o lançamento de Anxiety, a artista retornou aos assuntos mais falados ao explorar a ansiedade de forma visceral, com uma performance intensa e cativante. No final de 2025, a artista surpreendeu ao lançar girl, get up. ao lado de SZA, unindo duas das maiores vozes femininas do R&B e rap. 

Para o Lollapalooza Brasil realmente não sabemos o que esperar! Mas estaremos ansiosos por performances emblemáticas dos hits DENIAL IS A RIVER, CATFISH, NISSAN ALTIMA e What It Is

SHE'S GOT A WAY! CHAPPELL ROAN VÊM PELA PRIMEIRA VEZ AO BRASIL 

Indicada ao Grammy Awards por The Subway nas categorias de Gravação do Ano e Melhor Performance Pop Solo, a ruivinha irá pisar pela primeira vez em solo brasileiro como atração principal do dia 21 de março ao lado de Skrillex e Lewis Capaldi


Apesar de contar, até o momento, com apenas um álbum, o repertório de Chappell Roan está longe de ser limitado. A artista constrói um espetáculo completo, em que cada elemento cênic reforça sua identidade performática: palcos marcados por estética teatral, figurinos extravagantes que transitam entre o camp e o glam pop, e uma direção visual cuidadosamente pensada para transformar o show em uma experiência imersiva. 

Sua voz potente conduz a apresentação com segurança, enquanto coreografias bem estruturadas dialogam diretamente com as narrativas das canções, criando um espetáculo que vai além do musical e se aproxima de uma verdadeira performance artística.


A setlist da cantora, composta em sua maioria pelo disco The Rise and Fall of a Midwest Princess, traz canções como HOT TO GO, Pink Pony Club, Casual e Coffee, além de faixas como The Giver e a nova favorita dos fãs The Subway


DE WHITE PONY A PRIVATE MUSIC - O QUE ESPERAR DO RETORNO DO DEFTONES AO BRASIL

Quem acompanha o Deftones desde os primórdios do Adrenaline, reconhece o padrão: a banda atravessa seu próprio mito sem virar refém dele. Em Private Music, Chino Moreno, Stephen Carpenter, Frank Delgado, Fred Sablan e Abe Cunningham mais uma vez se reinventam dentro do gênero, fazendo o que poucos conseguem — o equilíbrio perfeito entre um passado carregado de excessos e as influências contemporâneas do numetal.

Créditos: Jimmy Fontaine

A assinatura que nasceu em Adrenaline e ganhou status de cânone em White Pony continua ali, mas agora filtrada por uma produção cirúrgica de Nick Raskulinecz (parceiro do icônico Diamond Eyes) que amadureceu as texturas e tensões sonoras.

Esse combustível criativo,  com o combo clássico de riff denso + vocal etéreo, ganha destaque na faixa my mind is a mountain e eleva a expectativa do pública pra conferir o material pela primeira vez ao vivo. É fan service nostalgico? Um pouco. Mas é, principalmente, uma oportunidade de renovar o público (que ganhou novos contornos após algumas faixas viralizarem no Tiktok) e reafirmar a grandiosidade da banda.

E é exatamente esse Deftones, na sua versão atualizada, que transforma o show no Lollapalooza em um dos mais comentados do line-up. Desde 2015 longe do Brasil, a promessa de ouvir o material novo ao vivo virou pauta fixa nas timelines — e a confirmação do retorno só colocou mais gasolina no hype. 

Private Music funciona como ponte entre gerações: chama quem viveu o auge do nu metal e captura a galera que teve seu primeiro contato com o gênero através de Sextape em looping. No palco, a expectativa é um ritual coletivo que só eles sabem conduzir em uma catarse pesada que leva o fã para outro universo criando a sensação de que o passado e o agora estão acontecendo ao mesmo tempo.










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